Archive for the ‘trabalho no Japão’ Category

Japão define política básica para receber 345.150 trabalhadores estrangeiros a partir de abril

Governo vai combater intermediadores que tenham a intenção de explorar mão de obra

construção civil1
O gabinete do primeiro-ministro Shinzo Abe definiu nesta terça-feira (25) a política básica para aceitar mais trabalhadores estrangeiros a partir de abril de 2019, informou o jornal Mainichi.

A previsão é de receber no máximo 345.150 estrangeiros durante cinco anos, até março de 2024, para atuação em 14 áreas de trabalho que enfrentam falta de mão de obra.

O governo pretende combater intermediadores da parte de recrutamento e empregadores que tenham a intenção de explorar os estrangeiros, fazendo falsas promessas e pagando baixos salários com longas jornadas de trabalho. Para isso, vai fiscalizar as empresas, montar centros de apoio com intérpretes e fazer acordos com os países de origem dos trabalhadores.

Os programas de apoio que os empregadores devem criar para seus funcionários estrangeiros incluem orientação sobre estilo de vida antes de vir ao Japão, fornecimento de moradia e assistência em treinamento em japonês.

O pacote prevê o emprego direto e em tempo integral, mas também são permitidos contratos temporários para setores como a pesca devido à flutuação nas demandas de trabalhos sazonais.

Política básica para novos trabalhadores estrangeiros
Número de trabalhadores

345.150 durante cinco anos, a partir de abril de 2019

Vistos
Categoria 1 – Para trabalhadores com baixa qualificação. Duração de 5 anos, sem possibilidade de renovação. Familiares não serão aceitos.

Categoria 2 – Para trabalhadores com alta qualificação. Duração de 5 anos, com renovação ilimitada. Cônjuges e filhos serão aceitos.

Áreas de trabalho
Assistência a idosos – 60.000 vagas
Limpeza de prédios – 37.000 vagas
Indústria de materiais – 21.500 vagas
Fabricação de maquinário – 5.250 vagas
Indústria eletrônica – 4.700 vagas
Construção – 40.000 vagas
Construção de navios – 13.000 vagas
Manutenção de veículos – 7.000 vagas
Aviação – 2.200 vagas
Hotelaria – 22.000 vagas
Agricultura – 36.500 vagas
Pesca – 9.000 vagas
Produção de alimentos – 34.000 vagas
Serviços em restaurantes – 53.000 vagas

Países que aplicarão testes de idioma japonês e de capacitação:
Vietnã, Filipinas, Camboja, Indonésia, China, Tailândia, Myanmar, Mongólia e Nepal
Fonte: Alternativa

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Pesquisa entre estrangeiros: 74% estão muito interessados em trabalhar no Japão

Com a aprovação dos novos vistos, a grande maioria dos estrangeiros acha apropriado o conhecimento do idioma japonês

trabalhadores estrangeiros novo status
O Instituto de Pesquisas Pasona anunciou na segunda-feira (10) o que pensam os estrangeiros sobre os novos vistos de trabalho no Japão, especialmente o de no máximo 5 anos.

Foram entrevistadas, online, 860 pessoas residentes em 4 países: Índia, Indonésia, Filipinas e Vietnã. São da faixa dos 20 aos 50 anos, de ambos os sexos, com formações escolares diversas, do ginásio a PhD. Porém, 68% têm curso superior completo.

A pesquisa quis ver o nível de consciência sobre as condições da revisão da Lei de Controle da Imigração aprovada no dia 8.

À primeira pergunta se há interesse nos novos status de permanência, 74% responderam positivamente que “sim, muito interesse” e 22% “até tenho interesse”.

Em relação tempo máximo de permanência de 5 anos, 66% acham apropriado. As opiniões sobre quanto tempo gostariam de trabalhar no Japão se dividiram. Dois grupos de 34% indicaram 3 a 5 anos e de 5 a 10 anos. Mas 22% demonstraram vontade de permanecer no país.

Em relação à exigência do nível básico do idioma japonês 65% acharam apropriado. Um grupo de 23% achou “muito fácil” contra apenas 12% de “muito rigoroso”.

Metade (48%) dos entrevistados apontaram que gostariam de vir acompanhados da família, apesar de saberem que para o status de no máximo 5 anos não é permitido.

Veja quais são as áreas que os estrangeiros mais demostraram interesse em trabalhar.

pesquisa trabalhadores estrangeiros

Fonte: Portal Mie com Pasona

Aichi: oportunidade para trabalhadoras domésticas estrangeiras

A província de Aichi deu largada para permissão de criação de novas vagas: as de trabalhadoras domésticas estrangeiras

trabalhadoras domésticas estrangeiras
A província de Aichi estabelecerá um conselho administrativo, a partir de 29 deste mês, para gerenciamento de uma nova categoria de trabalho, a das empregadas domésticas estrangeiras.

Vai fazer uso da prerrogativa do Sistema de Zona Especial da Estratégia Nacional do governo. Para isso já abriu inscrições para as empresas interessadas em agenciar as empregadas domésticas estrangeiras.

As condições para essas empresas participarem do sistema é que tenham mais de 3 anos de experiência nesse segmento e uma base econômica sólida.

Passarão pelo crivo do Gabinete do Governo, do governo da província de Aichi, do Departamento de Imigração de Nagoia, do Departamento de Trabalho de Aichi e do Departamento de Economia, Comércio e Indústria de Chubu.

O conselho criado auditará regularmente as empresas e servirá de janela para reclamações das funcionárias estrangeiras.

Por outro lado, as condições para as candidatas são ter experiência comprovada de mais de 1 ano na profissão e ser maior de 18 anos. O conselho garantirá o mesmo salário das colegas japonesas. Também passarão pelo treinamento oferecido pela empresa agenciadora. Depois serão encaminhadas para as casas dos requerentes do serviço.
Fonte: Portal Mie com Chunichi Shimbun

Consulado em Hamamatsu abre espaço para consultas sobre trabalho e empreendedorismo

Brasileiros podem receber orientações gratuitas e conhecer mais sobre as leis trabalhistas do Japãomanual brasileiros no japaoA comunidade brasileira no Japão conta agora com um novo espaço gratuito para esclarecer dúvidas trabalhistas, pedir orientações para problemas de trabalho e esclarecimentos sobre como abrir o próprio negócio.

O Espaço do Empreendedor Brasileiro (EEB) funciona no 5º andar do Consulado-geral do Brasil em Hamamatsu (Shizuoka) e atende de segunda a quarta-feira, das 9h às 13h. A sala é comandada pela coordenadora Vanessa Handa e conta também com a assessoria de um advogado para esclarecimentos jurídicos.

Os trabalhadores brasileiros poderão pedir orientações sobre questões trabalhistas, como acidente de trabalho, férias remuneradas, previdência social, seguro desemprego, licença maternidade e outros tópicos.

Para o micro e pequeno empresário que atua no Japão, há orientações sobre como oficializar o negócio, as obrigações e deveres com as leis do país, pagamento de impostos e contratação de funcionários. O espaço também oferece aconselhamento aos trabalhadores que querem investir mais no mercado japonês.

O serviço de aconselhamento presencial está disponível apenas em Hamamatsu, mas os brasileiros de outras regiões podem solicitar orientação através do telefone 053-450-8130 ou pelo e-mail: empreender.hamamatsu@itamaraty.gov.br.

“Nosso objetivo é construir um local de apoio, onde os empreendedores brasileiros e os trabalhadores que desejam investir em algo além da fábrica possam receber as orientações que precisam. Com o conhecimento necessário sobre os sistemas do país, criatividade e perseverança, é possível fazer qualquer negócio dar certo”, comentou Vanessa, em entrevista para a Alternativa.

Sobre empreendedorismo, Vanessa ressaltou a importância de oficializar o negócio no Japão e ficar atento aos pagamentos de impostos. “O empreendedor que não oficializa o negócio de acordo com as leis do Japão, corre o risco de ter que fechar as portas, principalmente se houver uma denúncia. Se não houver declarações de impostos, há problemas com a receita e há casos que resultam em multas e processos”, alertou.

Para os brasileiros interessados em conhecer mais sobre as leis trabalhistas do Japão, o Consulado oferece o “Pequeno Manual do Trabalhador no Japão” e o “Manual do Empreendedor Brasileiro no Japão”. Os manuais podem ser adquiridos no Consulado ou enviados pelo correio, mediante pagamento do serviço de entrega.

Também é possível fazer o download aqui.

O Consulado também está disponível para sugestões de serviços de orientação necessários para a comunidade.

Espaço do Empreendedor Brasileiro no Japão (EEB)
Atendimento: segundas, terças e quartas-feiras, das 9h às 13h.
Endereço: 〒430-0946 Shizuoka-ken, Hamamatsu-shi, Naka-ku, Motoshiro-cho, 115−10 5F (Sala 5) – Consulado-geral do Brasil em Hamamatsu
Telefone: 053-450-8130
E-mail: empreender.hamamatsu@itamaraty.gov.br
Página oficial: facebook.com/espacodoempreendedorbrasileironojapao/
Fonte: Alternativa

Programa de Apoio aos Estrangeiros para o Mercado de Trabalho

Em janeiro será o último curso deste ano fiscalPrograma de Apoio aos Estrangeiros para o Mercado de Trabalho■ O que é o Programa de Apoio aos Estrangeiros para o Mercado de Trabalho?
Trata-se de um projeto com o apoio do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social voltado aos estrangeiros que se fixaram no Japão e desejam ter um trabalho estável.

■ Qual é o conteúdo do curso?
・Língua Japonesa voltada para o trabalho
・Regras sociais e de etiqueta para o ambiente de trabalho no Japão
・Como se comportar nas entrevistas de emprego e como escrever um CV em japonês

■ O professor é um profissional de língua japonesa e presta conselhos profissionais

■ Quem pode fazer o curso?
・Teoricamente quem tem visto de “Cônjuge de Japonês”, “Visto Permanente”, “Cônjuge de quem tem Visto Permanente” e “Visto de Longa Permanência”
・Quem está procurando emprego atualmente.
・Quem está trabalhando atualmente como trabalho temporário, terceirizado ou por período pré-determinado
・Quem quer aprender japonês para utilizar em um trabalho estável no Japão
・Quem pode frequentar todas as aulas do curso sem faltar

■ Todos que concluírem o curso receberão diploma de conclusão

■ Regiões onde o curso terá início em janeiro
Aichi, Mie, Gifu, Ibaraki, Tochigi, Saitama, Chiba, Tokyo, Kanagawa, Nagano.

Mais informações, consulte o site. Inscreva-se já!

■ Programa de Apoio aos Estrangeiros para o Mercado de Trabalho:
http://www.o-hara.ac.jp/shien/fr/

■ Informações 03-6436-3687
Fonte: Alternativa

Empresas de construção civil anunciam planos para limitar horas extras

O plano de ação estará em linha com a reforma do governo em relação ao estilo de trabalho
construcao civil japao

A Federação do Japão de Empreiteiros de Construção, formada por grandes firmas de construção, anunciou na sexta-feira (22) um plano de ação para empresas regularem por conta própria as horas extras e efetivarem 2 dias de descanso por semana.

Através do plano de ação, a federação espera que a mudança, em passo com a reforma do governo do estilo de trabalho e melhoria do ambiente laboral, considerado mais duro em comparação a outras indústrias, ajudará a resolver a escassez de mão de obra.

“É essencial trabalharmos para nossa própria salvação com um senso de velocidade, visto que as pessoas estão preocupadas”, disse Takashi Yamauchi, presidente da federação e também da Taisei Corp., em uma conferência de imprensa.

“Gostaríamos de lidar com o assunto rapidamente, ficando um ou até dois passos à frente da política do governo”, frisou.

Além de suas 140 empresas-membro, a federação planeja fazer um apelo a toda a indústria, que tem cerca de 500.000 construtoras, para implementar esforços similares. Em seu plano de ação para reforma no estilo de trabalho adotado em março, o governo introduziu um limite de 720 horas por ano, incluindo períodos movimentados.

Para a indústria da construção, no entanto, foi concedido um período de tolerância de 5 anos, que será estabelecido após os padrões alterados de trabalho forem aplicados, para implementar o plano.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri

Os jovens japoneses que estão trabalhando literalmente até a morte

trabalhadores no japao

Michiyo Nishigaki encheu-se de orgulho quando seu único filho, Naoya, conseguiu um emprego em uma grande empresa de telecomunicações japonesa, assim que concluiu a universidade.

Naoya adorava computadores, e o novo emprego parecia ser uma ótima oportunidade profissional no competitivo ambiente corporativo japonês.

Dois anos depois, porém, a mãe começou a notar problemas.

“Ele me dizia que estava ocupado, mas que estava bem”, relembra Michiyo.

“Até que ele veio para casa para comparecer ao velório do avô e não conseguia sair da cama. Ele me dizia: ‘Me deixe dormir um pouco. Não consigo levantar. Desculpe, mãe, mas me deixe dormir”, acrescenta.

Mais tarde, ela soube por intermédio de colegas que o filho estava trabalhando dia e noite.

“Em geral, ele trabalhava até o horário do último trem, mas se perdesse esse acabava dormindo no escritório”, conta a mãe. “Em casos extremos, trabalhava a noite toda até 22h do dia seguinte, totalizando 37 horas de trabalho.”

Naoya morreu aos 27 anos, de overdose de medicamentos. Seu caso foi oficialmente considerado um de “karoshi” – termo japonês para descrever a morte por excesso de trabalho.

O Japão tem tradicionalmente uma das jornadas laborais mais longas do mundo, e o fenômeno não é novo – o “karoshi” começou a ser identificado nos anos 1960. Mas casos recentes têm colocado o tema na pauta de debates no país.

Jornada
No Natal de 2015, Matsuri Takahashi, funcionária da agência de publicidade Dentsu, cometeu suicídio aos 24 anos.

Logo veio à tona a informação de que ela estava em estado de privação de sono e havia acumulado mais de 100 horas extras nos meses que antecederam sua morte.

Não é algo incomum, sobretudo entre jovens recém-iniciados no mercado de trabalho, explica Makoto Iwahashi, funcionário da Posse, organização que dá ajuda psicológica telefônica para essas pessoas.

Ele diz que a maioria dos telefonemas que recebe consiste em reclamações quanto a longas jornadas de trabalho.

“É triste, porque esses jovens profissionais acham que não têm alternativa”, diz Iwahashi à BBC.

“Ou você pede demissão ou trabalha 100 horas. E se você pede demissão, você não consegue viver”, acrescenta.

Para Iwahashi, a redução da estabilidade profissional aumenta a insegurança dos trabalhadores.

“Havia karoshi nos anos 1960 e 70, (mas) a diferença é que, ainda que eles tivessem que trabalhar por muitas horas (naquela época), eles tinham emprego garantido para a vida. Não é mais o caso.”

cultura da hora extra

Cultura da hora extra
Dados oficiais apontam que há centenas de casos anuais de “karoshi” no país, incluindo enfartos, derrames e suicídios decorrentes da estafa profissional extrema. Mas ativistas acreditam que o número real seja muito mais alto.

Quase um quarto das empresas japonesas tem empregados que excedem 80 horas extras semanais por mês – muitas vezes sem ganhos extras -, diz um estudo recente.

E, em 12% das empresas, os funcionários fazem mais de 100 horas extras por mês.

São números significativos: é a partir de 80 horas extras no mês que se nota um aumento da possibilidade de morte do funcionário.

O governo japonês está sob crescente pressão para conter o problema, mas se vê diante de uma tradição corporativa antiga – quem vai embora do escritório antes que seus colegas ou seu chefe passa a ser mal visto.

No início deste ano, o governo lançou as “sextas premium”, estimulando as empresas a permitir que seus funcionários saiam mais cedo – às 15h – na última sexta-feira do mês. Também incentivam os funcionários a tirar mais dias de folga.

Os trabalhadores japoneses têm direito a 20 dias de férias por ano, mas atualmente 35% deles não usam nenhum dia sequer.

longa jornada
Luzes apagadas
Nos escritórios do governo distrital de Toshima, no centro de Tóquio, recorreu-se à ideia de apagar as luzes às 19h, para forçar os funcionários a irem embora na hora certa.

“Queríamos fazer algo de visibilidade”, diz o gerente do escritório, Hitoshi Ueno. “Não se trata de apenas reduzir a jornada. Queremos que as pessoas sejam mais eficientes e produtivas, para que todos possam resguardar e aproveitar seu tempo livre. Queremos mudar o ambiente profissional em geral.”

O foco na eficiência pode fazer sentido: enquanto o país tem uma das jornadas laborais mais longas do mundo, é o menos produtivo entre os países do G7, grupo das nações mais ricas.

Mas críticos dizem que tais medidas são muito fragmentadas e incapazes de lidar com o problema central: que jovens profissionais estão morrendo por estarem trabalhando muito duro e por muitas horas.

Para alguns, a solução passa em estipular um limite legal às horas extras.

No início deste ano, o governo propôs restringir as horas extras a 60 horas mensais, permitindo que “em períodos de maior demanda” esse limite subisse a 100 – já na zona de perigo de “karoshi”.

Muitos acusam o governo de priorizar interesses econômicos ao bem-estar dos trabalhadores.

“O povo japonês conta com o governo, mas está sendo traído”, diz Koji Morioka, acadêmico que estuda o fenômeno do “karochi” há 30 anos.

Enquanto o debate avança, mais jovens têm morrido, e grupos de apoio a famílias enlutadas ganham cada vez mais membros.

Michiyo Nishigaki, mãe de Naoya, diz que seu país está “matando” sua mão de obra, em vez de valorizá-la.

“As empresas focam apenas nos lucros de curto prazo”, opina.

“Meu filho e outros jovens não odeiam trabalhar. São capazes e querem se sair bem. Deem a eles a oportunidade de trabalhar sem uma longa jornada ou problemas de saúde, e eles se tornarão um privilégio do país”, conclui.
Fonte: BBC Brasil por 

Empregos no Japão: melhor nível em mais de 4 décadas

Maior disponibilidade de empregos no Japão em 4 décadas. Transporte, serviços postais e construção lideram contratações

emprego no japao2
A disponibilidade de trabalho no Japão atingiu o seu melhor nível em mais de 4 décadas, segundo informações divulgadas pelo governo na terça-feira (30), um sinal revigorado de que as empresas estão cada vez mais competindo para contratar trabalhadores em meio a uma escassez de mão de obra.

O mercado de trabalho do país está apertado nos meses recentes enquanto a economia continua se recuperando moderadamente. Entretanto, os salários não tiveram muitos aumentos e o consumo privado, um componente fundamental da economia, permanece lento.

A proporção de ofertas de trabalho aos candidatos foi de 1.48 em abril, aumento de 1.43 em março, o melhor nível desde fevereiro de 1974, que chegou a 1.53, de acordo como o Ministério do Trabalho. Isso significa que 148 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos em busca de emprego.

Segundo o Ministério de Assuntos Internos e Comunicação, a taxa de desemprego ficou inalterada, a 2.8 por cento no mês de abril em relação ao mês anterior, ficando abaixo da marca dos 3 por cento.

Os gastos do consumidor em abril, no entanto, caíram 1.4 por cento em relação ao ano anterior, para 295.929 ienes, queda pelo 14º mês consecutivo, a faixa de perda mais longa desde o período entre março de 2008 e abril de 2009.

Ofertas de emprego vêm aumentando em setores como os de transporte, serviços postais e construção
Dados recentes mostraram que a economia japonesa registrou seu 5º trimestre consecutivo de expansão nos primeiros 3 meses de 2017, a faixa mais longa de crescimento desde 2006.

Com o envelhecimento populacional, o Japão precisa resolver a questão da escassez de mão de obra. O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe vem buscando encorajar mais mulheres a participarem da força de trabalho e aumentar a produtividade através de reformas trabalhistas.

“Novas ofertas de emprego vêm aumentando em setores como os de transporte, serviços postais, indústria e construção e dados confirmam que o mercado de trabalho continua apertado”, disse Miyuki Kiso, economista de mercado no Mizuho Securities Co.

O Japão tinha 65.22 milhões de trabalhadores em abril, enquanto o número de desempregados foi de 1.86 milhão.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

Depois de Kanagawa e Osaka, Tóquio vai permitir trabalho de domésticas estrangeiras

Pagamento será de ¥5 mil por duas horas com contrato máximo de 3 anos

 trabalho de domésticas estrangeirasO governo de Tóquio irá aderir ao programa de "zonas especiais", criado pelo governo central para testar projetos de desenvolvimento econômico e social, para permitir que estrangeiros realizem trabalhos domésticos, noticiou o jornal Nihon Keizai.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, iria anunciar a adesão ainda nesta quarta-feira (31), após uma reunião com representantes do governo central.

De acordo com o jornal, o governo da capital quer incentivar famílias de classe média alta a contratar esse tipo de profissional para serviços de limpeza, lavandeira, cozinha e cuidados infantis. A principal intenção do projeto é aumentar a participação de mulheres japonesas no mercado de trabalho formal.

O uso de empregadas domésticas estrangeiras no Japão se limitava, até então, a diplomatas e representantes de outros países.

Tóquio será a terceira província do Japão a permitir o trabalho de empregadas domésticas estrangeiras, depois de Kanagawa e Osaka. A região metropolitana da capital conta com cerca de 460 mil residentes estrangeiros, o dobro de Osaka, de acordo com o Ministério da Justiça.

Para inibir abusos e a disparidade de salários, o governo central criou diretrizes que obrigam a contratação de domésticas estrangeiras para postos de tempo integral, e salário igual ao pago para as japonesas que realizam o mesmo tipo de trabalho, cerca de ¥5 mil por uma sessão de duas horas com um contrato máximo de 3 anos.
Fonte: Alternativa

Empresas contrataram mais trabalhadores efetivos em abril

Seishahin (trabalhadores efetivos) estão aumentando no Japão. Mas contratos temporários também aumentaram. Veja como foi o crescimento em números.

aumento-de-trabalhadores-no-japaoSegundo informações do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social divulgadas na terça-feira (31), abril marcou o décimo sétimo mês consecutivo de aumento dos contratos de trabalho efetivo.

No primeiro mês do atual ano fiscal, que começou em abril, foram assinados 810 mil contratos de trabalhadores efetivos, ou seja, seishain.

Este total representa aumento de 2,5% se comparado ao mesmo período de 2015. Atualmente, os trabalhadores efetivos somam 33,7 milhões de pessoas, de ambos os sexos, ou 63,2% da força de trabalho japonesa.

Já os contratos temporários marcaram o quinto mês consecutivo de alta. Em abril foram contratados 230 mil novos trabalhadores temporários, somando 19,6 milhões ou 36,8% do total da força de trabalho local.Se comparado a abril de 2015, o aumento foi de 1,2%.

No entanto, entre os trabalhadores temporários houve queda nos contratos denominados “por tempo determinado” (keiyaku shain) e também de arubaitos (muitos trabalhadores brasileiros são contratados como keiyaku shain).

Entre os trabalhadores efetivos, 68% são do sexo masculino. Nos contratos temporários, os homens representam 33% do total.
Fonte: Portal Mie com Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social

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