Archive for the ‘Tóquio’ Category

Governo japonês começa discussões de medidas para absorver mais mão-de-obra estrangeira já a partir de abril de 2019

Ministério da Justiça em Tóquio

O governo japonês realizou uma reunião na quinta-feira (13) para discutir políticas gerais para receber mais mão-de-obra estrangeira já a partir do ano que vem.

As discussões foram realizadas no prédio do Ministério da Justiça em Tóquio. O Japão quer liberar mais vistos a partir de abril de 2019 para profissões com falta de mão-de-obra, como atendente de hotel, cuidado com idosos, motorista de ônibus e táxi, entre outros.

A ministra da justiça, Yoko Kamikawa, mostrou-se favorável a vinda de mais estrangeiros, dizendo que “vamos receber os estrangeiros que estudam, trabalham e vivem no Japão como um membro da sociedade. A fim de alcançar esse objetivo nos reunimos hoje para avançar nas discussões de novas medidas”.

O governo quer criar um ambiente mais favorável a absorção de mão-de-obra estrangeira. Uma das ideias é formar uma equipe de profissionais prontos para aconselhar e ajudar os estrangeiros em sua própria língua nativa, fornecendo dicas sobre trabalho, saúde, aposentadoria e outros assuntos relacionados.

Para os presentes na reunião os primeiros passos precisam ser dados a partir de uma mudança nas leis. É preciso garantir os direitos básicos dos trabalhadores estrangeiros e ao mesmo tempo atender as necessidades das empresas do país.

No Japão atualmente vivem 270 mil intercambistas estrangeiros. Muitos deles são jovens entre 20 e 30 anos, que é a faixa etária que mais interessa ao Japão.

Uma parte considerável dos intercambistas frequenta escolas de língua japonesa e possuem o desejo de trabalhar em uma empresa no país.

Ao se formarem na universidade, escolas técnicas ou demais cursos de nível superior, muitos dão entrada no visto de trabalho com o intuito de fixar raízes no país. Contudo, pela lei atual, nem sempre os vistos são emitidos, pois há uma forte limitação quanto as áreas e tipos de trabalhos permitidos.

O Ministério da Justiça espera melhorar a concessão de vistos de trabalho. No entanto, apesar do início das discussões, ainda não há nada de concreto formulado.
Fonte: IPC Digital com NHK WEB NEWS, Jiji.com, ANN

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Os jovens japoneses que estão trabalhando literalmente até a morte

trabalhadores no japao

Michiyo Nishigaki encheu-se de orgulho quando seu único filho, Naoya, conseguiu um emprego em uma grande empresa de telecomunicações japonesa, assim que concluiu a universidade.

Naoya adorava computadores, e o novo emprego parecia ser uma ótima oportunidade profissional no competitivo ambiente corporativo japonês.

Dois anos depois, porém, a mãe começou a notar problemas.

“Ele me dizia que estava ocupado, mas que estava bem”, relembra Michiyo.

“Até que ele veio para casa para comparecer ao velório do avô e não conseguia sair da cama. Ele me dizia: ‘Me deixe dormir um pouco. Não consigo levantar. Desculpe, mãe, mas me deixe dormir”, acrescenta.

Mais tarde, ela soube por intermédio de colegas que o filho estava trabalhando dia e noite.

“Em geral, ele trabalhava até o horário do último trem, mas se perdesse esse acabava dormindo no escritório”, conta a mãe. “Em casos extremos, trabalhava a noite toda até 22h do dia seguinte, totalizando 37 horas de trabalho.”

Naoya morreu aos 27 anos, de overdose de medicamentos. Seu caso foi oficialmente considerado um de “karoshi” – termo japonês para descrever a morte por excesso de trabalho.

O Japão tem tradicionalmente uma das jornadas laborais mais longas do mundo, e o fenômeno não é novo – o “karoshi” começou a ser identificado nos anos 1960. Mas casos recentes têm colocado o tema na pauta de debates no país.

Jornada
No Natal de 2015, Matsuri Takahashi, funcionária da agência de publicidade Dentsu, cometeu suicídio aos 24 anos.

Logo veio à tona a informação de que ela estava em estado de privação de sono e havia acumulado mais de 100 horas extras nos meses que antecederam sua morte.

Não é algo incomum, sobretudo entre jovens recém-iniciados no mercado de trabalho, explica Makoto Iwahashi, funcionário da Posse, organização que dá ajuda psicológica telefônica para essas pessoas.

Ele diz que a maioria dos telefonemas que recebe consiste em reclamações quanto a longas jornadas de trabalho.

“É triste, porque esses jovens profissionais acham que não têm alternativa”, diz Iwahashi à BBC.

“Ou você pede demissão ou trabalha 100 horas. E se você pede demissão, você não consegue viver”, acrescenta.

Para Iwahashi, a redução da estabilidade profissional aumenta a insegurança dos trabalhadores.

“Havia karoshi nos anos 1960 e 70, (mas) a diferença é que, ainda que eles tivessem que trabalhar por muitas horas (naquela época), eles tinham emprego garantido para a vida. Não é mais o caso.”

cultura da hora extra

Cultura da hora extra
Dados oficiais apontam que há centenas de casos anuais de “karoshi” no país, incluindo enfartos, derrames e suicídios decorrentes da estafa profissional extrema. Mas ativistas acreditam que o número real seja muito mais alto.

Quase um quarto das empresas japonesas tem empregados que excedem 80 horas extras semanais por mês – muitas vezes sem ganhos extras -, diz um estudo recente.

E, em 12% das empresas, os funcionários fazem mais de 100 horas extras por mês.

São números significativos: é a partir de 80 horas extras no mês que se nota um aumento da possibilidade de morte do funcionário.

O governo japonês está sob crescente pressão para conter o problema, mas se vê diante de uma tradição corporativa antiga – quem vai embora do escritório antes que seus colegas ou seu chefe passa a ser mal visto.

No início deste ano, o governo lançou as “sextas premium”, estimulando as empresas a permitir que seus funcionários saiam mais cedo – às 15h – na última sexta-feira do mês. Também incentivam os funcionários a tirar mais dias de folga.

Os trabalhadores japoneses têm direito a 20 dias de férias por ano, mas atualmente 35% deles não usam nenhum dia sequer.

longa jornada
Luzes apagadas
Nos escritórios do governo distrital de Toshima, no centro de Tóquio, recorreu-se à ideia de apagar as luzes às 19h, para forçar os funcionários a irem embora na hora certa.

“Queríamos fazer algo de visibilidade”, diz o gerente do escritório, Hitoshi Ueno. “Não se trata de apenas reduzir a jornada. Queremos que as pessoas sejam mais eficientes e produtivas, para que todos possam resguardar e aproveitar seu tempo livre. Queremos mudar o ambiente profissional em geral.”

O foco na eficiência pode fazer sentido: enquanto o país tem uma das jornadas laborais mais longas do mundo, é o menos produtivo entre os países do G7, grupo das nações mais ricas.

Mas críticos dizem que tais medidas são muito fragmentadas e incapazes de lidar com o problema central: que jovens profissionais estão morrendo por estarem trabalhando muito duro e por muitas horas.

Para alguns, a solução passa em estipular um limite legal às horas extras.

No início deste ano, o governo propôs restringir as horas extras a 60 horas mensais, permitindo que “em períodos de maior demanda” esse limite subisse a 100 – já na zona de perigo de “karoshi”.

Muitos acusam o governo de priorizar interesses econômicos ao bem-estar dos trabalhadores.

“O povo japonês conta com o governo, mas está sendo traído”, diz Koji Morioka, acadêmico que estuda o fenômeno do “karochi” há 30 anos.

Enquanto o debate avança, mais jovens têm morrido, e grupos de apoio a famílias enlutadas ganham cada vez mais membros.

Michiyo Nishigaki, mãe de Naoya, diz que seu país está “matando” sua mão de obra, em vez de valorizá-la.

“As empresas focam apenas nos lucros de curto prazo”, opina.

“Meu filho e outros jovens não odeiam trabalhar. São capazes e querem se sair bem. Deem a eles a oportunidade de trabalhar sem uma longa jornada ou problemas de saúde, e eles se tornarão um privilégio do país”, conclui.
Fonte: BBC Brasil por 

Depois de Kanagawa e Osaka, Tóquio vai permitir trabalho de domésticas estrangeiras

Pagamento será de ¥5 mil por duas horas com contrato máximo de 3 anos

 trabalho de domésticas estrangeirasO governo de Tóquio irá aderir ao programa de "zonas especiais", criado pelo governo central para testar projetos de desenvolvimento econômico e social, para permitir que estrangeiros realizem trabalhos domésticos, noticiou o jornal Nihon Keizai.

A governadora de Tóquio, Yuriko Koike, iria anunciar a adesão ainda nesta quarta-feira (31), após uma reunião com representantes do governo central.

De acordo com o jornal, o governo da capital quer incentivar famílias de classe média alta a contratar esse tipo de profissional para serviços de limpeza, lavandeira, cozinha e cuidados infantis. A principal intenção do projeto é aumentar a participação de mulheres japonesas no mercado de trabalho formal.

O uso de empregadas domésticas estrangeiras no Japão se limitava, até então, a diplomatas e representantes de outros países.

Tóquio será a terceira província do Japão a permitir o trabalho de empregadas domésticas estrangeiras, depois de Kanagawa e Osaka. A região metropolitana da capital conta com cerca de 460 mil residentes estrangeiros, o dobro de Osaka, de acordo com o Ministério da Justiça.

Para inibir abusos e a disparidade de salários, o governo central criou diretrizes que obrigam a contratação de domésticas estrangeiras para postos de tempo integral, e salário igual ao pago para as japonesas que realizam o mesmo tipo de trabalho, cerca de ¥5 mil por uma sessão de duas horas com um contrato máximo de 3 anos.
Fonte: Alternativa

Consulta gratuita em português para saber onde procurar ajuda médica no Japão

Centro Internacional de Informação MédicaDesde 1991 a instituição chamada AMDA-Centro Internacional de Informação Médica atende estrangeiros para fornecer informações sobre o sistema de saúde japonês. O AMDA, situado em Tóquio, tem como objetivo proporcionar aos estrangeiros a possibilidade de receberem a mesma assistência médica adequada tal qual receberia um japonês.

O Centro foi formado e é composto de profissionais japoneses com conhecimento sobre o sistema de saúde japonês e também de intérpretes em vários idiomas, incluindo o português.

Todas as informações fornecidas são gratuitas. O Centro explica e sana dúvidas sobre o sistema de saúde do Japão e ainda apresenta médicos que falam português ou instituições que tenham intérprete.

O Centro atendeu 2.736 telefonemas ao longo de 1 ano, no período entre abril de 2014 a março de 2015.

O atendimento em português, preservando o sigilo, é realizado pelo telefone 03-5285-8088, nas segundas, quartas e sextas-feiras, das 09h00 às 17h00.
Fonte: IPC Digital

Toyota paralisa operações nas fábricas do Japão devido ao terremoto de Kumamoto

Fábricas das subisidiárias Daihatsu e Hino também serão paralisadas na próxima semana

toyotaA Toyota Motor Corp. informou neste domingo (17) que suspenderá as operações em suas fábricas de montagem de veículos em todo o Japão, começando na segunda-feira, já que seus fornecedores no sul do país tiveram suas fábricas afetadas pelo terremoto que aconteceu na semana passada em Kumamoto.

A Toyota divulgou que as fábricas afetadas incluem sua fábrica de montagem para a marca Lexus a cerca de 150 km ao norte de Kumamoto, juntamente com as fábricas montadoras de suas marcas da Toyota, Daihatsu e da marca de caminhões Hino. Inicialmente, a suspensão se realizará até o dia 23 de abril.

A partir do dia 18, a fábrica da Toyota Motor Kyushu em Miyata (Fukuoka) será paralisada. A partir do dia 19, as fábricas em Takaoka, Tsutsumi, Tahara e Motomachi em Aichi e as fábricas em Inabe (Mie), Fujimatsu em Kariya (Aichi), e Higashifuji em Susono (Shizuoka).

A fábrica da Hino Motors em Hamura (Tóquio) também não funcionará a partir do dia 19.

Já a fábrica da Daihatsu em Otokuni-gun (Kyoto) vai parar a partir do dia 20, e no dia 22 a montadora da Toyota em Isawa-gun (Iwate) e Kurokawa-gun (Miyagi) também vão paralisar as atividades.

Embora nenhuma das suas fábricas tenha tido grandes danos devido aos tremores, a montadora disse que estava passando dificuldades para seguir a produção devido à escassez de peças após o dano relatado em seus fornecedores na região de Kumamoto.
Fonte: Alternativa

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